Folks,
Salmo 1:1-2 - "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite."
Hoje é um dia especial para mim, pois em 29 de setembro de 2003 foi escrita a 1ª Reflexão. São 6 anos, 312 semanas, 293 reflexões e mais de 5000 acessos no blog na internet e tudo começou com um pedido do Pastor Sérgio. “Nelson, porque você não envia uma vez por semana um trecho da Bíblia com uma breve reflexão?” Confesso que me assustei com o pedido e não me achava capaz, mas Deus não escolhe os preparados, mas trabalha com aqueles que se disponibilizam para servi-LO. Para escrever precisei estudar um pouco a cada semana para não escrever besteiras e assim fui aprendendo. Nada é de repente e nem por acaso. Mas falando do versículo, escolhi o mesmo versículo da Reflexão n.1. Claro que a breve reflexão cresceu um pouquinho. Vamos lá...
Esses versículos mostram uma progressão de um caminho para a perdição de uma vida. Primeiro, você ouve conselhos, depois você começa a andar junto e em seguida passa a se sentar com eles. Mas se olharmos apenas por este lado, veremos pura e simplesmente comportamento e não creio que Deus está preocupado com apenas seu comportamento e sim com a motivação do seu coração. Quando a Bíblia fala de ímpios, são pessoas que conhecem a palavra de Deus, mas a rejeitam, não vivem como Deus espera, a saber, imitando a Cristo. Crentes que parecem servir a Deus mas, Deus não quer uma vida de aparência. O pecador basicamente é aquele que não tem Deus em seu coração e vive em pecado, e o escarnecedor é aquele que zomba não só da palavra de Deus, como também de Deus.
Quando evangelizamos um gueto na cidade, é apropriado que conheçamos a cultura e até a linguagem desse gueto para conseguir transmitir nossas ideias e até ter assunto para conversar. Caso contrário, é melhor nem ir. Mas quando vamos, precisamos andar, sentar, conversar, mas não necessariamente seguir o que eles dizem ser a verdade. Precisamos sim sentar e conversar. A motivação em nosso coração é pura e para isso sempre estamos com o coração em oração. Por isso Cristo não dava a mínima para aqueles que diziam que Ele se sentava na mesa com pecadores e publicanos. A motivação dEle era (e ainda é) o amor. Mas... vivemos no limite, não somos o próprio Cristo.
Costumo ir sempre a uma celebração por semana, escuto outras (pelo menos 2) celebrações pela internet na semana, ainda leio algumas coisas para escrever a reflexão, e vou ao evangelismo pelo menos 2 vezes por semana (exceto quando viajo a trabalho). Tenho também um livro a tira colo (hoje estou começando a Cruz de Cristo de John Stot). Eu me conheço e sei que preciso de alimento constante (se não eu me perco) e, se deixo de fazer algumas dessas coisas por um período, começo a falar muito palavrão, começo a encontrar defeito nos outros e me autojustificando para não ir, sem contar a preguiça que começa a gritar sempre mais alto. Quando olho, estou me distanciando do alimento do meu espírito e vivendo como ímpio. Se não me cuido passo para o lado dos pecadores (para aqueles que não tem certeza de sua salvação) e na sequencia, para o lado dos escarnecedores.
Percebe que o fazer mantém a mente viva em Cristo. Particularmente falando, preciso fazer sempre, para manter em minha mente e coração qual é a razão da minha vida. Minhas tendências são preguiçosas, maledicentes, orgulhosas e arrogantes, sempre buscando a minha satisfação. Preciso ter sempre Cristo como referência. É importante lembrar que não é o fazer que vai nos deixar mais perto de Cristo, é nossa motivação e, a consequencia disso, é o fazer. O "fazer por fazer" é aparência. Para mim, o fazer as coisas relacionadas com Cristo me deixa vivo e sempre alerta. É como um Alcoólico para o Álcool; precisa sempre declarar que é impotente diante de seu vício e precisa sempre ir as reuniões do AA para se lembrar disso. Senão, esquece que é fraco e começa achar que pode fazer isso e aquilo sozinho. Sozinho não somos nada! Eu sou igual para o pecado; preciso sempre estar frequentando ou ouvindo as coisas de Deus para lembrar que sou impotente perante os prazeres da vida e que sozinho eu não sou ninguém. Amém.
Outras Reflexões ver em: www.nelsonkjr.com.br
Leia a Bíblia - 2 Tm 4:2a - "prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, …". Que Deus continue nos abençoando (para abençoarmos outras pessoas): http://www.missaosal.org.br/
Rolando Körber
em parceria com
Miguel Herrera
A divina (?) pirataria
Matéria divulgada pela primeira vez em 27/01/03
Gambiarras, quebra-galhos, planos B, paliativos, sucedâneos, piratarias, jeitinhos ou como quer que se chamem são aqueles recursos de segunda linha de que lançamos mão quando não encontramos a peça original e precisamos continuar funcionando.
Ou quando achamos que a peça original é muito cara, ou ainda quando parece muito incômodo fazer as coisas direito.
Todos sabemos que isso é insatisfatório, às vezes ilegal e freqüentemente perigoso.
Compreende-se essa atitude quando realmente não enxergamos outra saída e quando depois tratamos seriamente de resolver o problema como se deve, o mais rapidamente possível.
No entanto, quando o serviço de assistência está imediatamente disponível, com peças e tudo, e ainda por cima de graça, contentar-se com gambiarras realmente é pouco razoável, para dizer o mínimo.
Ah, mas há um motivo: se eu chamar o serviço de assistência, vão descobrir que fui eu que quebrei a peça porque não observei as instruções. Vai ser um papelão. Com que cara eu fico? Não, não, a minha gambiarra até que não é tão ruim assim...
Afinal, do que é que estamos falando?
Disto aqui:
“... tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, ... seus pensamentos tornaram-se fúteis ... e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal ... e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador.”¹
Nossa vida, criada por Deus, só funciona bem e nos deixa felizes se for vivida sob a orientação do Criador. No fundo sabemos disso, mas todos nós, de uma ou de outra maneira, acabamos quebrando a conexão com ele.
E aí fica bastante constrangedor confessar isso e entregar o estrago nas mãos de quem realmente sabe e quer resolvê-lo – inclusive porque depois é preciso deixar o controle com ele.
E existem tantas propostas por aí que me poupam disso... filosofias, mágicas, rituais, superstições, técnicas de auto-ajuda, para não falar de drogas; ou até coisas mais simples, como meramente trabalho, estudo ou diversão sem limite, e até mesmo religião, sim, por que não? – desde que ela seja do meu jeito e mantenha Deus a uma distância conveniente.
Divina pirataria – bem pouco divina e muito pirata, por sinal.
Mas é fascinante.
A proposta de Deus pode não ser tão fascinante e vistosa, mas é autêntica, e quem já descartou a pirataria e se voltou ao original, confirma que é verdade.
A proposta é esta, inclusive desculpando as gambiarras de quem não tinha informação melhor:
“Não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem. No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dos mortos.” ²
Cabe a cada um de nós aceitá-la ou continuar quebrando o galho na vida – ou melhor: quebrando o galho e a vida.
Referências da Bíblia: ¹ Romanos 1.21-25, extrato; Atos 17.29-31.
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